Hoje: aviso aos navegantes

Não, não morri... Continuo escrevendo, mas agora apenas no Pulse. Cliquem no ícone abaixo para conferir novas matérias.

 



 Escrito por Victor às 09h58 [   ] [ envie esta mensagem ]




Hoje tem: Watchmen, a obra-prima de Alan Moore... Tem mais: links com o melhor de Watchmen na web... Ainda: estou no PULSE... E: a obra-prima de Bob Dylan

Quando o homem se torna gênio e os heróis são reais

 

Inicialmente, gostaria de revelar a vocês a minha satisfação por ter finalmente me livrado de uma falha imperdoável. Eu nunca havia lido Watchmen. Sim, eu sei que para um amante da nona arte tal fato é absurdo, mas aconteceu comigo. Ocorre que comprei as 12 edições lançadas pela Editora Abril em 1999 e resolvi reparar esse erro. Amigos, confesso que ainda estou sob o efeito entorpecedor da obra-prima de Alan Moore, o gênio do título desta matéria. É difícil acreditar que tenha sido escrita em 1985 e ainda soe completamente inovadora, até mesmo para olhos mais experientes (como os meus), quando em um primeiro contato. Gênio é pouco para descrever a capacidade do autor inglês. Genial também soaria quase como um menosprezo à grandiosidade desta obra. Continuo boquiaberto...

 

 

A história, bem conhecida de grande parte dos freqüentadores deste blog, tem início com o assassinato de Edward Blake, de forma bastante violenta, sendo jogado pela janela de seu apartamento. Os detetives presentes na cena do crime comentam alguns aspectos estranhos do fato, especialmente pela vítima apresentar um físico muito forte, o que provavelmente não o faria alvo fácil de um empurrão pela janela. Além disso, o fato de ele ser ligado ao governo americano, com status, inclusive, de embaixador, traz ao crime uma aura conspiratória. Como a história nos é revelada, neste momento, a partir do diário de Rorschach, um vigilante, conhecemos algumas circunstâncias além das apresentadas pelos detetives. Sabemos, assim, que a vítima não se tratava de uma pessoa comum, mas do Comediante, um dos dois únicos heróis a atuar sob a supervisão do governo americano.

 

O diário de Rorschach nos conta grande parte da trama

 

A Lei Keene, de 1977, colocou todos os heróis na clandestinidade, pois nos Estados Unidos havia muita pressão contra eles, essencialmente pelo temor de que algum dia pudessem se voltar contra os cidadãos comuns. Apesar da lei, o Dr. Manhattan, um herói superpoderoso surgido a partir do cientista Joe Osteman na explosão em uma câmara de testes para experiências nucleares, e o Comediante puderam continuar seus atos, mas sob a supervisão direta do governo norte-americano. O primeiro obteve essa liberdade por se tratar de uma força sem igual no planeta, capaz de modificar a estrutura física de qualquer objeto, cujo controle obviamente interessava ao governo americano, ao passo que o segundo, simplesmente por ser capaz de realizar os mais cruéis feitos, sem pestanejar, tornando-se bastante útil em conflitos sujos.



 Escrito por Victor às 16h28 [   ] [ envie esta mensagem ]




À medida que a história se desenvolve, outros heróis, aposentados ou não, são envolvidos na trama, fazendo-nos indagar se estamos diante de um assassino de mascarados ou apenas de uma terrível coincidência. Além de toda a especulação conspiratória, acrescente-se a atmosfera pré-armaggedon criada por Moore, na qual americanos e soviéticos estão prestes a aniquilar o planeta em uma guerra nuclear, tudo em decorrência do retiro do Dr. Manhattan em Marte.

 

Ozymandias (topo) e Rorschach e Coruja (abaixo) são importantes personagens na trama

 

Bem, creio que todos que lêem essa obra têm uma edição favorita, assim como um personagem predileto. Os meus são, respectivamente, a edição número 4 e o Dr. Manhattan, a quem grande parte da mencionada edição é dedicada. Surgido a partir de um acidente em uma câmara de testes para experiências nucleares, o herói é a própria teoria da relatividade em movimento. A forma como, ao longo de toda a edição, ele demonstra a relatividade do tempo é fenomenal. Nada é passado, futuro ou presente, o tempo e as situações apenas existem, em algum lugar do tempo e, graças aos poderes adquiridos com o acidente, o herói é capaz de ver tudo, mas não de interferir. Fiquei fascinado pelas reflexões sobre a humanidade que ele faz ao longo da história, como se fosse um ser distante, capaz de nos analisar com frio rigor científico. Levá-lo a Marte também foi uma grande sacada de Alan Moore, pois como o menos humano dos heróis, o Dr. Manhattan, de lá, pôde realizar suas observações sobre a condição humana. Além disso, a visita a Marte é de há muito tempo um sonho do homem, e ser um não humano o primeiro a fazê-lo é mais um paradoxo da obra.

 

Meu personagem favorito... Qual o de vocês?

 

Para encerrar, já que não quero entregar muito sobre a série para aqueles que ainda não a leram e estragar sua surpresa, resta comentar que o final é absolutamente espetacular. Alan Moore não tem medo algum de ousar e mexer com nossas definições de certo e errado, de bem e mal, fazendo com que reflitamos sobre a famosa frase de Montesquieu “os fins justificam os meios”. Será?!



 Escrito por Victor às 16h23 [   ] [ envie esta mensagem ]




Para quem curte Watchmen...

 

Para quem quiser se aprofundar mais sobre a obra-prima de Alan Moore, a internet oferece uma enorme gama de sites muito interessantes. Aí vão alguns links:

 

Anotações de Watchmen (os detalhes da série, quadro a quadro)

 

Watchmen annotations (o mesmo propósito do anterior, só que em inglês)

 

A review do Universo HQ

 

Uma análise científica de Watchmen

 

Artigo inspiradíssimo sobre Watchmen

 

A republicação de Watchmen pela Via Lettera

 

Rumores sobre o possível filme (em inglês)

 

Rumores sobre o possível filme (em português)

 Escrito por Victor às 16h20 [   ] [ envie esta mensagem ]




Para quem curte o UruBuCerVanDo...

 

Deu a louca no LUWIG, meu amigos, e ele resolveu socializar o PULSE. Resultado: convidou alguns chegados para escrever por lá. Eu, apesar de relutar, por achar que meus textos ficariam perdidos diante de tanta gente de qualidade escrevendo por lá, aceitei a proposta e agora sou colaborador do PULSE. E viva a internet e as amizades que cria.

 

Background noise

 

Escrevi hoje ao som de Bob Dylan – Highway 61 Revisited. O álbum é fundamental para quem quiser entender o cantor, assim como para quem curte o rock n´ roll puxado para blues que costumava tocar em 1965, ano de lançamento desse álbum. O disco abre logo com “Like a Rolling Stone”, seguida de “Tombstone Blues” além de contar com a clássica “Ballad of a Thin Man”, sem desmerecer todas as outras faixas, que também são perfeitas. As letras do Dylan são fenomenais e a atmosfera melancólica de suas músicas combinam perfeitamente a época em que viveu. Meu conselho: escutem!



 Escrito por Victor às 16h07 [   ] [ envie esta mensagem ]




Hoje tem: lembram do Titanomaquia?!

Fúria de Titãs

 

Em 1993, eu era apenas um adolescente descobrindo os prazeres do rock pesado. Uma colega do curso de Inglês, a Manuela (que infelizmente faleceu de forma prematura), me apresentava quase tudo o que ouvia na época, introduzindo-me como admirador do Metal e demais gêneros de rock pesado. Foi então que ela me chegou com o Titanomaquia, o álbum mais controvertido dos Titãs. Era peso puro, sem meias palavras, às vezes até beirando a escatologia, tudo acompanhado de guitarras a todo volume, batidas rápidas e fortes e uma postura completamente underground. A banda convocou Jack Endino, produtor do Nirvana (só para citar uma de suas bandas), e mostrou ao Brasil o que era rock. Em tempos de escassez nessa área, foram injustamente criticados, por terem evoluído. Ainda não havia Raimundos e as bandas nacionais que tocavam um som mais pesado eram imediatamente defenestradas pela grande mídia.

 

A banda em foto da época 

 

Era isso que o Titanomaquia representava: uma evolução. A banda que havia começado como bandinha de auditório, que tinha radicalizado a new wave com suas influências punks no Cabeça Dinossauro e tinha perdido seu principal letrista, o Arnaldo Antunes, resolveu mostrar que também fazia (e bem) rock pesado. Para se ter uma idéia do peso desta gravação, o principal hit, talvez o único a ser executado nas rádios, era “Será que é isso que eu necessito?”, a qual continha versos nada sutis, a exemplo de “Ninguém fez nada/Ninguém tem culpa/Ninguém fez nada demais, Filha da Puta”. Além dessa faixa, em todas as demais os Titãs demonstram uma agressividade nunca vista, sem esquecer dos experimentalismos a que já estavam acostumados, bem como a tradicional criatividade da banda. Em “Felizes são os peixes”, eles só repetem: “tanto faz, é igual, felizes são os peixes”. Já em “Dissertação do Papa sobre o crime de orgia”, um texto escrito pelo Marquês de Sade musicado por eles, a base é totalmente grunge, provavelmente influência do produtor, enquanto o referido texto do homem que serviu de inspiração para o termo “sadismo” é recitado.

 

O Fromer faz falta...

 

Enfim, trata-se de um disco excepcional, em que a banda soa una, e mostra um dos melhores discos de rock pesado do mundo. Em tempos de seu relançamento, já que estão promovendo seu Ao Vivo MTV, no qual percorrem diversas etapas de suas longa carreira, vale a pena conferir um pouco do que eles já fizeram de melhor.

 

Post scriptum: Manuela, esta matéria é dedicada a você, onde você estiver.



 Escrito por Victor às 14h36 [   ] [ envie esta mensagem ]




Para quem curte o UruBuCerVanDo...

 

Tenho recebido alguns e-mails pedindo scans ou mesmo reclamando pela sua ausência. Na verdade, como vocês devem ter percebido, não colocarei mais scans no blog, tampouco os tenho mais em casa. Trata-se de uma resolução pessoal que tive, em decorrência da ilegalidade de tal atividade. Como aderi ao Budismo, comecei a colocar minha mente e minhas atividades de acordo com os preceitos desta religião. Os scans não representavam para mim um ato de altruísmo, de disponibilizar revistas para que todos pudessem ler. Eram apenas uma forma de atrair mais visitas, assim como a atenção daqueles que por aqui passavam para os textos que escrevo. O blog surgiu como uma forma de expressão minha e resolvi continuá-lo independentemente dos scans disponibilizados, restando apenas os textos como atração por aqui. Espero a compreensão de todos e agradeço, antecipadamente, àqueles que continuam a ler as matérias.

 

Background noise

 

Logicamente, escrevi ao som de Titanomaquia, dos Titãs.

 



 Escrito por Victor às 14h34 [   ] [ envie esta mensagem ]




Hoje tem: Ray Charles como era de verdade... Ainda: a trilha sonora do filme...

“O essencial é invisível aos olhos”

 

A frase que serve de título à matéria de hoje é retirada do Pequeno Príncipe, de autoria de Saint-Exupéry. Realmente, ao assistir ao excepcional Ray (2004), percebemos a veracidade dessas palavras. Ray Charles era um gênio da música, habilidoso com os dedos e a voz, excepcional criador de hits, mas acima de tudo era um ser humano fantástico. Sem tirar o peso do mito, aliás tornando-o ainda maior, o filme biográfico retrata sua vida de forma fiel, abordando episódios magníficos de sua brilhante carreira, assim como momentos constrangedores de sua vida.

 

O gênio interpretado em um filme excepcional

 

Ray Charles, como todos os gênios, possuía inúmeras facetas, todas habilmente exploradas pelo bem construído roteiro. Enquanto vemos a ascensão de uma virtuose musical, assistimos à decadência de um viciado; ao passo que acompanhamos o desenvolvimento de uma família emergente americana, que venceu os preconceitos e conseguiu sucesso e estabilidade, vislumbramos um homem entregar-se à devassidão de amores de estrada. Tudo isso numa mesma pessoa, tudo isso no gênio Ray Charles.



 Escrito por Victor às 11h20 [   ] [ envie esta mensagem ]




O filme não o poupa. Mostra a culpa pela morte do irmão corroê-lo por toda a vida, assim como o abandono que seus filhos e esposa tiveram que suportar para que o mundo tivesse o seu rei do soul. Talvez o mais interessante do filme seja a alternância entre o uso das drogas, os momentos de genialidade (provavelmente gerados pelos efeitos delas) e as lembranças nada confortáveis da infância pobre no sul dos Estados Unidos, com toda a preocupação de sua mãe para que ele não sofresse os preconceitos decorrentes de sua cor e, mais tarde, de sua deficiência.

 

A difícil infância de Ray Charles

 

Por falar em preconceito, o tema é outro elemento marcante do roteiro. Ninguém imaginaria que seria fácil para um negro, cego, sair do sul dos Estados Unidos e ganhar a vida como músico. Embora todos reconhecessem seu talento, muitos não acreditavam em sua pessoa, em virtude de suas características. Ray Charles não queria se envolver em batalhas neste arredio terreno, mas acabou sendo o primeiro artista a se negar a fazer shows, por causa da segregação racial. O filme explora essa vertente, mostrando que, mais do que uma decisão pensada ou uma causa que o satisfizesse, foi o impulso que o transformou em um pioneiro. Ele queria que todos pudessem admirar sua música e lutou por esse direito, se não com protestos veementes, mas com suas atitudes diárias.

 

O preconceito sempre foi um adversário desleal

 

Ainda no campo do preconceito, importante perceber as passagens que tratam das inovações trazidas por sua música. Ao tocar a música que estava em sua alma, uma mistura do Gospel aprendido na infância, do R&B, do Blues e do Country, muitos foram contra, por estar profanando a música do Senhor, mas ele permanecia firme. Após consolidado em seu sucesso, ao experimentar novas vertentes, como o Country ou as baladas acompanhadas de orquestra, muitos o acusaram de vender-se para fazer sucesso, ao que ele continuou firme.



 Escrito por Victor às 11h15 [   ] [ envie esta mensagem ]




A maior vitória de Ray Charles não foi contra as grandes corporações, que acabaram por aceitar seu estilo criativo, nem contra os preconceituosos, que tiveram que engolir em seco “Georgia on my mind” se tornar o hino do estado que o baniu por ser contra shows segregados, tampouco foi contra o preconceito que o perseguiu durante muitos anos. Não, amigos, essas não foram as maiores vitórias do mito. Sua maior vitória foi contra si mesmo, contra os traumas que o afligiam, contra a certeza de ter sido responsável pela morte do irmão. Após vencer essa peleja, tudo o mais se acertou em sua vida pessoal.

 

O reconhecimento de um mito

 

O filme é belíssimo, repleto de cenas memoráveis. Isso sem mencionar a atuação soberba de Jamie Foxx, ganhador do Oscar pelo papel título. O ator se tornou Ray Charles, desde o andar pesado, até o balanço do corpo no momento de tocar e cantar, passando por sua paciência diante das dificuldades da vida. Além disso, ressalte-se que Foxx toca piano de verdade, não precisando de dublê para as cenas de música, até porque possui uma voz excelente. Sua atuação se tornou ainda mais marcante com todos esses elementos. Desempenho fabuloso, consolidando o nome do ator entre os grandes de sua profissão.

 

Jamie Foxx em sua soberba atuação

 

Não é a primeira vez que o diretor Taylor Hackford filma a biografia de uma importante personalidade da música, mas certamente é a mais bem sucedida. Sua experiência anterior no gênero, Chuck Berry – O Mito do Rock (1987), não chega aos pés de Ray.

 

Finalmente, o destaque principal fica para a trilha sonora, absolutamente contagiante. Não seria de esperar outra coisa num filme sobre um gênio da música. Mas o mais interessante é que a história mostra como surgiram seus principais hits, marcando passagens memoráveis. Por exemplo, Ray Charles usou a raiva de sua amante, diante de seu desprezo por ela, para criar os backing vocals de “Hit the road, Jack”. Somente os gênios possuem a capacidade de traduzir em música cada elemento de suas vidas, brindando seu público com mais do que apenas sua arte, mas oferecendo-lhes sua alma...

 

Background noise

 

Ouvi a magnífica trilha sonora do filme para escrever essa matéria. O cuidado na escolha das músicas é evidente, pois a trilha abarca todas as fases da longa carreira de Ray Charles. Fazemos um passeio, começando pelo início na Atlantic records e culminando com os anos na ABC. Entretanto, se é possível fazer alguma crítica a essa estupenda compilação de sucessos, seria à ausência da homenagem a John Lennon (a gravação de Ray Charles de “Yesterday” é uma das mais belas de todos os tempos), mas nada que ofusque o brilho dessa grande obra. É álbum para ouvir, rememorando as passagens do filme, e admirar o gênio.

 



 Escrito por Victor às 11h13 [   ] [ envie esta mensagem ]




Hoje tem: os 10 álbuns de rock mais perfeitos de todos os tempos!!!

Quem disse que não existe nada perfeito?!

 

Ainda com os olhos marejados de lágrimas pelas recentes notícias de shows do Pearl Jam no Brasil, comecei a ouvi-los compulsivamente, o que, aliás, já faço há uns bons anos. Foi quando resolvi criar uma lista com os álbuns de rock n´ roll que considero perfeitos. Sabe aquelas criações que, por mais vezes ouvidas, melhores se tornam, das quais nunca escolhemos uma faixa ou outra, mas ouvimos todas as canções? Pois bem, em tempos cada vez mais escassos em termos de criatividade musical, é ótimo relembrar a genialidade já realizada. Assim, amigos, fiquem com o Top 10 do UruBuCerVanDo de Álbuns Perfeitos, aqueles nos quais é impossível achar uma falha...

 

 

10 – AC/DC: Highway to Hell (1979)

 

 

O meu álbum favorito do AC/DC ainda contava com Bon Scott nos vocais, e essa é uma das principais razões por estar aqui nesta lista. O vocalista, com todo o respeito ao fãs do Brian Johnson, era fundamental, uma personalidade inesquecível para o rock n´ roll. Seu vocal cínico, malicioso, demoníaco, casava perfeitamente com os irmãos Young e com o estilo da banda. E por falar nela, os australianos estão impecáveis em todas as faixas. Rock cru, simples, cativante e absurdamente apaixonante. Como se não bastasse, o álbum ainda é alvo de polêmica por parte de grupos evangélicos, graças ao seu nada discreto título, um trocadilho ao sucesso do Led Zeppelin, “Stairway to Heaven”. A faixa título é o máximo em termos de atitude clássica rock n´ roll.



 Escrito por Victor às 17h42 [   ] [ envie esta mensagem ]




9 – Red Hot Chili Peppers: Blood Sugar Sex Magik (1991)

 

 

O Red Hot Chili Peppers surgiu para o mundo com esse fantástico álbum. Absolutamente excepcional, finalmente a banda conseguiu, com maestria, misturar o funk, o punk e o metal. Todas as músicas são perfeitas, transformando a banda californiana em um dos maiores expoentes do funk metal (ao lado do Faith No More) e até mesmo do rock. Como não ter vivido os anos 90 e não se lembrar de “Give it Away”?! Ou mesmo da balada “Under the Bridge”?! Além de tudo, a trinca Frusciante, Flea e Kiedis está em seu melhor momento (não superada nem mesmo no mega-sucesso posterior, Californication).

 

 

8 – Led Zeppelin: Led Zeppelin IV (1971)

 

 

Embora o álbum não tenha um título oficial, convencionou-se chamá-lo Led Zeppelin IV. Realmente é complicado rotular o que se vê/ouve nesta obra prima dos criativos anos 70. A dupla Page/Plant é uma das mais importantes da história do Rock e neste álbum, devidamente assessorada pelos fenomenais Jones e Bonham, mostram toda a capacidade do Led. Riffs inesquecíveis, performances chapadas, blues, classic rock, enfim, a produção tem tudo que os fãs de rock sempre procuram. Além disso, estão neste disco “Stairway to Heaven”, que dispensa apresentações; “Rock n´ Roll”, que virou até tema de propaganda da Cadillac; além da viajadíssima “Battle of Evermore”, certamente regada a muito LSD.

 

 

7 – Faith No More: The Real Thing (1989)

 

 

Fiquei numa dúvida imensa entre este e o King For a Day, Fool For a Lifetime. Escolhi este pela importância histórica, bem como por conter “Epic”, principal musica da banda, e a legendária regravação de “War Pigs” do Black Sabbath. Aliás, por causa desta música, o FNM arrebatou tantos fãs metaleiros que acabou gravando “Easy” dos Commodores e “I Started to Cry”, dos Bee Gees para afugentá-los... Voltando ao álbum, trata-se de uma obra-prima da criatividade. Quando se fala no gênero funk metal, imediatamente me recordo de todas as músicas aqui presentes.



 Escrito por Victor às 17h40 [   ] [ envie esta mensagem ]




6 – Rage Against The Machine: Rage Against The Machine (1992)

 

 

Quando olho a data em que este álbum foi lançado, fico completamente atônito. Nada pode ser mais atual, nada pode ser mais revolucionário. Aqueles que conhecem o RATM como “a banda que deu origem ao Audioslave” não imaginam o que aqueles caras faziam antes de se unir ao Chris Cornell. Riffs espetaculares, batidas surpreendentes, um baixo com vida própria e um vocal furioso. O disco é uma pedrada na vidraça capitalista e mostra como a indignação pode ser demonstrada através da arte. Além disso, adoro as referências ao Led Zeppelin (o riff de “Wake up” lembra muito “Kashmir”) e a Hendrix (riff inicial de “Freedom”). Pena que a banda acabou, mas seu legado é incomensurável.

 

 

5 – Pink Floyd: The Dark Side Of The Moon (1973)

 

 

Álbum conceitual, originou inclusive um documentário estrelado pelo Bob Geldoff. O Pink Floyd brinca com a mente humana e suas sutilezas, abordando os medos e frustrações da geração de que são parte. O conceito de arte da banda é tão grande que o álbum também é a sonoplastia alternativa do Mágico de OZ de 1939, sincronizando-se às cenas do filme. Fenomenal a reflexão sobre a passagem do tempo em “Time”, bem como sobre a luta por dinheiro em “Money”. Realmente, as músicas nos levam a pensar sobre os fatores que levam o homem à insanidade.

 

 

4 – Nirvana: Nevermind (1991)

 

 

Com este álbum o movimento grunge saiu de uma promessa para tomar o mundo. Recriou-se a imagem de que o rock é mais atitude do que qualquer outra coisa e a música foi profundamente alterada. O álbum é espetacular: simples, criativo, cheio de melodias contagiosas e absolutamente revelador. Kurt Cobain nos desnuda sua mente, revelando as frustrações de muitos jovens daquela época, que não tinham um Vietnã para se revoltar, mas passavam por muitas dores da alma. Alguns chegam a dizer que o álbum representa “Os Beatles tocados com atitude”, comprovando a força do Nirvana. Ah, como se não bastasse, trazia “Come as you are”, “Smells like teen spirit”, “In Bloom”...



 Escrito por Victor às 17h38 [   ] [ envie esta mensagem ]




3 – Metallica: Black Album (1991)

 

 

Já escrevi sobre esta obra-prima do metal aqui mesmo no UruBuCerVanDo, mas não custa nada relembrar. O Metallica conseguiu tornar seu som acessível sem perder o peso, arrebatando novos fãs e cravando seu lugar definitivo no mundo das superbandas. Com um som enxuto, pesado e soturno, exemplificado pela simplicidade da capa (“Capa preta, logotipo preto e que se foda!”, foi o que Hetfield disse sobre ela), a banda ultrapassou o thrash metal e mostrou todo o seu poder. O início com “Enter Sandman”, passando pelas arrebatadores “Sad But True” (“o silêncio mais pesado que gravamos”, Jason Newsted), “The Unforgiven”, “Wherever I May Roam” e ainda a espetacular “Nothing Else Matters”. Fenomenal do começo ao fim.

 

 

2 – The Beatles: Abbey Road (1969)

 

 

O ultimo álbum a ser gravado pelos Beatles (e penúltimo a ser lançado) é, para muitos, o seu melhor. Após todos os conflitos que azedavam a relação entre os membros nos anos anteriores, a intenção era fazer uma gravação “como nos velhos tempos”, e assim foi feito. Além de trazer Lennon e McCartney em seu esplendor musical, George Harrisson se mostrou um excelente compositor, acrescentando ao álbum as inesquecíveis “Something” e “Here Comes The Sun”. Além dessas, acho fantásticas “Come Together”, um hino composto por John Lennon, e “Oh! Darling”, uma bela balada 50´s style de Paul McCartney. Uma bela despedida da maior banda de todos os tempos...

 

 

1 – Pearl Jam: Ten (1991)

 

 

O álbum de estréia do Pearl Jam é completo, com todas as músicas perfeitas. A banda trouxe ao grunge mais qualidade musical, com bons solos de guitarras, excelentes riffs, belas harmonias, tudo isso sem perder a atitude característica do movimento. Trata-se de música sem compromisso, sem a necessidade de agradar, sem querer se adaptar a rótulos. À força de “Jeremy” (baseada em fatos reais), que trata de crianças sem atenção e decididas a se rebelar, contrapõem-se as belíssimas “Black”, uma balada sobre o esquecimento por parte de quem já amamos, e “Garden”, sobre quem deseja mudar os sentimentos dos outros. Com absoluta pessoalidade em todas as notas, Vedder e cia. mostram como fazer arte.



 Escrito por Victor às 17h35 [   ] [ envie esta mensagem ]




Para quem curte o UruBuCerVanDo...

 

Amigos, desculpem a freqüência vergonhosa de posts. Acontece que, como o Luwig noticiou, estou na maior correria para concluir o curso e a monografia, de que necessito para este fim, tem me consumido todo o tempo e toda a paciência. Mas não pensem que abandonei esta casa não, apenas tive que acertar a vida fora da rede. Continuem sempre com suas visitas e comentários, são eles que me mantêm mais disposto a escrever.

 

Background Noise

 

Escrevi ao som de todos os álbuns que descrevi acima.

 Escrito por Victor às 17h33 [   ] [ envie esta mensagem ]


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